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PT apoia candidato favorito do governador
30/11/2013   

O secretário da Casa Civil, Rui Costa, teve seu nome referendado, na sexta-feira, 29, como o candidato do PT ao governo da Bahia em 2014. A decisão foi tomada pelos 52 membros presentes à  reunião do Diretório Estadual do partido, um dia depois de o governador Jaques Wagner  declarar  que o secretário era o preferido para ser o seu sucessor.

A reunião, que durou cerca de três horas a portas fechadas, encerra um processo de disputa interna que se estendeu por 11 meses e gerou um clima de insatisfação no senador Walter Pinheiro  - que deixou o encontro antes do encerramento - e no secretário Sérgio Gabrielli (Planejamento).

Mas ao ter  o seu nome aprovado, Rui Costa disse que apostava na unidade. Também minimizou as queixas dos companheiros que insistiam em levar a decisão para votação do diretório, ao invés de abrirem mão das candidaturas em favor de Rui, como era o desejo do governador. 

"Foi um processo com a riqueza do PT. A política no partido não é feita só com razão, com argumento, é feita com muita emoção", explicou Rui. O secretário destacou que uma qualidade do PT é que quando o partido decide todos saem unidos para atingir o objetivo comum.

Indagado se a opinião do governador foi decisiva para o diretório aprovar seu nome, Rui respondeu que não. "O governador se manifestou como um militante que é, até porque muitos pediam que ele expressasse publicamente sua opinião", disse.

O governador Jaques Wagner, que ontem cumpria agenda oficial em Porto Seguro, declarou ao A TARDE, assim que soube do resultado, que estava satisfeito.

"Parabenizo o PT e os quatro candidatos pela maturidade e capacidade de unidade para um desafio tão importante, que é o de garantir a continuidade de um projeto de mudança iniciado em 2007 na Bahia", disse ele.

Pinheiro se engajará

O senador Walter Pinheiro deixou a reunião antes do término, com  semblante contrariado. Mas disse que não se sentia derrotado e que irá, a partir de agora, se integrar  à campanha da frente.

"Não houve consenso, mantivemos nossa candidatura, porém o diretório fez sua escolha, chamando pra si, também, a responsabilidade. Se ontem o governador me tirou da lista dele, hoje o diretório me tira da lista do PT", disse, afirmando que estará engajado para eleger o sucessor de Wagner, reeleger a presidente Dilma e fazer  a maior bancada de deputados estaduais e federais.

Apoiado pelo  ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o secretário Sérgio Gabrielli  saiu do encontro afirmando que o partido está unificado e segue para outra etapa, que é participar da campanha.

"O partido fez uma escolha, o nome de Rui, aprovou uma resolução política importante reafirmando a candidatura do PT para o governo e convocando uma conferência eleitoral e um encontro estadual para discutir o programa de governo, tática eleitoral e as coligações", disse.

O ex-prefeito de Camaçari Luiz Caetano, que após a reunião do Diretório Estadual promoveu uma plenária, defendeu a unidade. "O PT saiu unido, em tempo de se organizar", disse ele, que anunciou que disputará a Câmara dos Deputados em 2014.

O presidente estadual do PT, Jonas Paulo, que hoje será substituído por Everaldo Anunciação,  disse que a decisão do diretório foi "madura, de convencimento e de compreensão". Segundo Jonas, "o papel do PT está acima da vontade individual de qualquer dos  filiados, mesmo que seja o mais ilustre".

"Conseguimos convencer os companheiros que essa decisão (o nome) tinha de sair deste diretório  e que prolongar era ruim para os desafios postos para nós".

 

 

 

atarde.com.br 

 
 
 
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